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Guia completo do concurso da Magistratura de São Paulo

Pedagógico

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9 set 2026 · 17 min de leitura

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Guia completo do concurso da Magistratura de São Paulo

O concurso de ingresso na Magistratura de São Paulo tem cinco etapas: prova objetiva com 100 questões, três provas escritas (uma discursiva e duas sentenças), inscrição definitiva com sindicância, prova oral e avaliação de títulos. Exige-se bacharelado em Direito, três anos de atividade jurídica comprovados até a inscrição definitiva e certificado de habilitação no Enam. A organização é da Fundação Vunesp, sob comissão de desembargadores do TJSP.

O 192º Concurso está na reta final: 134 candidatos passaram pelas provas escritas e a prova oral começa em 22 de setembro de 2026. O edital do 193º é esperado para janeiro ou fevereiro de 2027 — projeção baseada no intervalo que o TJSP vem mantendo entre o fim de um certame e a abertura do seguinte. Este guia reúne as regras de cada etapa, os números reais dos últimos concursos e o que eles indicam para quem começa a preparação agora.

Atualizado em 9 de setembro de 2026.

192º Concurso: 220 vagas · 7,1 mil inscritos · 1.743 classificados na objetiva · 134 aprovados nas provas escritas · prova oral a partir de 22/09/2026.

193º Concurso: edital esperado entre janeiro e fevereiro de 2027 (estimativa).

Subsídio inicial: R$ 34.083,14. Banca: Fundação Vunesp.

Fonte: edital de abertura e comunicados do TJSP sobre o 192º Concurso.

Quais são as fases do concurso da Magistratura de SP?

São cinco etapas, e elas não pesam igual na nota final:

EtapaFormatoPeso na média final
1ª — Prova objetiva seletiva100 questões de múltipla escolha1
2ª — Primeira prova escrita (discursiva)1 dissertação e 4 questões3
2ª — Segunda prova escrita (sentenças)2 sentenças, uma cível e uma criminal3
3ª — Inscrição definitiva e sindicânciaeliminatória, sem conteúdo cognitivo
4ª — Prova oralarguição por 5 examinadores2
5ª — Avaliação de títulosclassificatória1

Fonte: edital do 192º Concurso e Resolução nº 75/2009 do CNJ.

Repare na distribuição: as duas provas escritas somam peso 6 dos 10 totais. A objetiva, que consome a maior parte do tempo de estudo da maioria dos candidatos, vale peso 1 — o mesmo dos títulos. A objetiva elimina; a escrita classifica.

Quem pode prestar o concurso da Magistratura de SP?

  • Ser aprovado no concurso de provas e títulos
  • Nacionalidade brasileira
  • Ser bacharel em Direito há, no mínimo, três anos, por instituição oficial ou reconhecida, com diploma registrado no MEC
  • Estar em dia com as obrigações eleitorais e militares
  • Três anos de atividade jurídica até a data da inscrição definitiva, exercida a partir da colação de grau
  • Aptidão física e mental para o cargo
  • Não ter antecedentes criminais nem responder por ato desabonador no exercício da profissão
  • Certificado de habilitação no Exame Nacional da Magistratura (Enam), emitido pela Enfam

Duas observações fazem diferença prática. A primeira: os 3 anos de atividade jurídica são comprovados na inscrição definitiva, não na preliminar. No 192º, a inscrição preliminar foi em setembro e outubro de 2025, e a definitiva, entre 29 de junho e 21 de julho de 2026 — nove meses depois. Quem ainda não completou o tempo pode, dependendo do calendário, prestar as primeiras fases mesmo assim.

A segunda: sem o certificado do Enam não há inscrição. No 192º, o certificado tinha de ser enviado até o encerramento das inscrições preliminares, com resultado da análise e fase de recurso próprios, meses antes da prova objetiva. É um requisito prévio ao concurso, com calendário próprio — quem descobre em cima da hora não tem como resolver. E atenção a um ponto relevante: as notas do Enam não substituem nenhuma fase do concurso do TJSP. O exame habilita a concorrer; não abrevia o certame.

Como é a prova objetiva da Magistratura de SP?

Cem questões de múltipla escolha, valendo 0,1 ponto cada, distribuídas em três blocos de matérias:

Bloco I (30 questões)Bloco II (35 questões)Bloco III (35 questões)
Direito CivilDireito PenalDireito Empresarial
Direito Processual CivilDireito Processual PenalDireito Tributário
Direito do ConsumidorDireito ConstitucionalDireito Ambiental
Direito da Criança e do AdolescenteDireito EleitoralDireito Administrativo
Noções gerais de Direito e formação humanística (desde o 190º)
Direitos Humanos (desde o 191º)

Nos concursos 191º e 192º, a distribuição por disciplina foi esta — e a tendência é que o 193º a mantenha:

BlocoDisciplinaQuestõesMargem de segurança sugerida
IProcesso Civil1025 pontos no bloco
ICivil10
IConsumidor5
IECA5
IIProcesso Penal1030 pontos no bloco
IIPenal10
IIConstitucional10
IIEleitoral5
IIIAdministrativo830 pontos no bloco
IIIEmpresarial8
IIITributário8
IIIAmbiental4
IIIHumanística5
IIIDireitos Humanos2
Total10085 pontos

Distribuição observada nos 191º e 192º Concursos. A margem de segurança é leitura do Prof. André Estefam, não regra de edital.

As questões seguem uma regra do CNJ que vale conhecer antes de estudar por doutrina minoritária: elas são formuladas de modo que a resposta reflita a posição doutrinária dominante ou a jurisprudência pacificada dos Tribunais Superiores. Súmulas e jurisprudência consolidada podem ser cobradas, e as matérias do anexo do edital incluem as alterações legislativas que passarem a vigorar durante o concurso.

Qual é a nota de corte da prova objetiva?

Há dois filtros:

  • Habilitação: mínimo de 30% de acerto em cada bloco e média final de 60% do total. Ou seja, zerar um bloco elimina, mesmo com nota alta nos outros dois.
  • Classificação: não basta habilitar-se. É preciso estar entre as maiores notas, até o limite de candidatos convocados para a segunda etapa.

Para os candidatos das listas especiais, basta a nota mínima de habilitação: 60 pontos no total, com pelo menos 30% em cada bloco.

Quantos candidatos passam para a fase escrita?

Muito mais do que se imagina. A Resolução nº 476/2022 do CNJ permite que, em concursos com grande número de inscritos, o tribunal convoque até 1.500 candidatos para a segunda etapa — e o TJSP tem convocado nessa ordem de grandeza, somadas as listas e os empates na última nota:

ConcursoInscritosClassificados na objetiva
190º15.9421.796
191º4.4221.602
192º7.1001.743

Fonte: comunicados do TJSP sobre cada certame.

A leitura é importante para calibrar expectativa: a objetiva não é o gargalo do concurso. Cerca de 1.700 pessoas passam por ela. O gargalo vem depois.

Como são as provas escritas da Magistratura de SP?

São três provas — e o detalhe que quase ninguém antecipa é que elas não ocupam três dias:

ProvaDuraçãoQuando, no 192º
Discursiva (1 dissertação e 4 questões)4 horas01/03/2026
Sentença criminal4 horas01/03/2026
Sentença cível4 horas02/03/2026

Fonte: cronograma do 192º Concurso.

Oito horas de prova manuscrita no primeiro dia, quatro no segundo. Isso é uma informação de treino, não de conteúdo: quem nunca escreveu duas provas de quatro horas seguidas descobre no pior momento possível que a mão e a atenção não duram.

A discursiva cobra questões de Noções gerais de Direito e formação humanística e das disciplinas obrigatórias. Cada prova vale de 0 a 10 e exige nota mínima 6. Duas regras de eliminação:

  • A prova de sentenças só é corrigida para quem foi aprovado na discursiva. Escrever duas sentenças excelentes não adianta se a discursiva ficou abaixo de 6.
  • Cada prova é eliminatória e classificatória por si.

O funil do 191º mostra o efeito disso com números: dos 1.602 classificados na objetiva, 181 passaram na discursiva e 139 nas sentenças. No 192º, dos 1.743 classificados, 134 chegaram ao fim da segunda etapa. Em um e outro caso, a segunda fase corta mais de 90% de quem chega a ela.

O que se pode levar e como escrever?

Permite-se a consulta à legislação desacompanhada de anotação ou comentário. É vedada a consulta a obras doutrinárias, súmulas e orientação jurisprudencial.

As provas são manuscritas, com regras materiais que eliminam na porta da sala:

  • Caneta esferográfica de tinta azul ou preta
  • Tinta indelével
  • Caneta fabricada em material transparente
  • Letra legível
  • Proibido líquido corretor de texto
  • Proibida caneta hidrográfica fluorescente (marca-texto)

O que é a terceira etapa?

Etapa de caráter estritamente eliminatório, sem conteúdo jurídico, composta de inscrição definitiva; sindicância da vida pregressa e investigação social; exames de sanidade física e mental; e avaliação psicológica. É aqui que se comprovam os três anos de atividade jurídica e se apresenta o certificado do Enam. Candidatos das listas de cotas passam ainda por comissão de heteroidentificação e, no caso de pessoas com deficiência, por comissão multiprofissional.

Como é a prova oral da Magistratura de SP?

A arguição versa sobre as mesmas matérias exigidas nas demais etapas, e a Comissão avalia cinco coisas: domínio do conhecimento jurídico, adequação da linguagem, articulação do raciocínio, capacidade de argumentação e uso correto do vernáculo. Note que quatro dos cinco critérios não são sobre saber a resposta — são sobre como se responde.

O procedimento:

  • Programa específico divulgado no site do Tribunal até cinco dias antes da prova.
  • Sorteio público de ponto para cada candidato, com 24 horas de antecedência.
  • Ordem de arguição definida por sorteio.
  • Até 15 minutos para discorrer sobre o tema arguido por cada examinador.
  • Consulta a códigos ou legislação esparsa, não comentados nem anotados, a critério da Comissão.
  • Nota: média aritmética simples das cinco notas atribuídas pelos membros da Comissão. Aprovação com nota não inferior a 6.
  • As notas são recolhidas em envelopes individuais, lacrados e rubricados pelos examinadores logo após o término da prova, e abertos em sessão pública.

Um ponto que muda a postura do candidato na sala: a nota atribuída na prova oral é irretratável em sede recursal. Não há como recorrer dela. O que se leva da arguição é definitivo.

A oral também reprova, e não pouco. No 191º, 131 candidatos foram arguidos e 118 obtiveram nota igual ou superior a 6. No 190º, foram 153 arguidos e 131 aprovados. Em ambos, cerca de um em cada dez cai na última prova de conhecimento do certame.

Quantas vagas o TJSP oferece e quantos candidatos aprova?

Esta é a estatística mais desconcertante do certame — e a que mais deveria orientar a preparação:

ConcursoEditalVagasInscritosClassificados na objetivaAprovados ao fim
190ºjan/202324415.9421.796131
191ºago/20242374.4221.602118
192ºset/20252207.1001.743em andamento — 134 nas escritas

Fonte: editais e comunicados do TJSP sobre cada certame.

O TJSP costuma aprovar cerca de metade das vagas que oferece. Não é falta de candidatos: é que as provas escritas, com nota mínima 6 em cada uma, filtram muito mais do que o número de vagas sugere. No 192º, o número de sobreviventes das escritas — 134 — já é menor que as 220 vagas em disputa, e ainda falta a prova oral.

Para quem estuda, a leitura é direta: a disputa não é por vaga, é por nota. Um certame com 220 vagas não significa 220 aprovações. Significa que quem atingir o patamar entra, e sobra vaga se não houver gente suficiente no patamar. É por isso que o TJSP abre concurso a cada ano e meio.

O que é “Noções gerais de Direito e formação humanística”?

É a matéria que mais assusta e a que menos gente estuda com método. Faz parte do Bloco III, vale cinco questões na objetiva e cai em todas as etapas do concurso, inclusive na discursiva e na oral. Segundo a Resolução nº 75/2009 do CNJ, com as alterações da Resolução nº 423/2021, ela reúne oito disciplinas:

DisciplinaO que abrange
Sociologia do DireitoSociologia da administração judiciária e aspectos gerenciais da atividade judiciária; gestão e gestão de pessoas; relações sociais e jurídicas; controle social; direito, comunicação social e opinião pública; conflitos sociais e sistemas não judiciais de composição
Psicologia JudiciáriaRelacionamento interpessoal e do magistrado com a sociedade e a mídia; assédio moral e sexual; teoria do conflito e mecanismos autocompositivos, negociação e mediação; o processo psicológico e a obtenção da verdade judicial; comportamento de partes e testemunhas
Ética e Estatuto Jurídico da Magistratura NacionalRegime jurídico da magistratura; direitos e deveres funcionais; Código de Ética da Magistratura Nacional; controle interno (Corregedorias, Ouvidorias, Conselhos Superiores e CNJ); responsabilidade administrativa, civil e criminal; administração judicial e planejamento estratégico
Filosofia do DireitoO conceito de Justiça em sentido lato e estrito; conceito de Direito, equidade, Direito e Moral; interpretação do Direito e a lógica do razoável
Teoria Geral do Direito e da PolíticaDireito objetivo e subjetivo; fontes, princípios gerais, jurisprudência e súmula vinculante; eficácia da lei no tempo; conceito de Política; ideologias; Declaração Universal dos Direitos do Homem; Agenda 2030 e os 17 ODS; gênero, raça e protocolo de julgamento com perspectiva de gênero
Direito Digital4ª Revolução Industrial e transformação digital do Judiciário; automação e inteligência artificial; audiências virtuais e cortes remotas; jurimetria; crimes virtuais e cibersegurança; provas digitais; criptomoedas e lavagem; contratos inteligentes, blockchain e algoritmos; LGPD
Pragmatismo, Análise Econômica do Direito e Economia ComportamentalFunção judicial e pragmatismo; consequencialismo; análise econômica do direito e eficiência processual; demandas frívolas e de valor esperado negativo; precedentes e segurança jurídica; economia comportamental, heurísticas e vieses; governança e compliance
Direito da AntidiscriminaçãoConceitos fundamentais e modalidades de discriminação; legislação nacional e internacional; racismo, sexismo, intolerância religiosa e LGBTQIA+fobia; ações afirmativas; direitos dos povos indígenas e comunidades tradicionais

O tópico de gênero foi acrescentado pela Resolução nº 496/2023 do CNJ, dentro de Teoria Geral do Direito e da Política:

“8) Gênero e Patriarcado. Gênero e Raça. Discriminação e Desigualdades de Gênero — questões centrais. Protocolo de julgamento com perspectiva de gênero.”

— Resolução nº 496/2023 do CNJ

O que mudou no edital do 192º?

Comparado ao 191º, apenas duas matérias receberam temas novos. Nas demais, o conteúdo programático foi mantido.

Processo Civil: abuso do processo; atos atentatórios à dignidade da justiça; litigância de má-fé; valoração da prova; standards probatórios; aporte de fatos ao processo — iniciativa, forma e momento; eixos lógico e imperativo do processo; estabilização da demanda; fatos e provas novos.

Humanística, em Pragmatismo e Análise Econômica do Direito: análise positiva e normativa; custos e benefícios privados e sociais da litigância.

Houve ainda uma mudança estrutural que vale registrar: o 192º foi o primeiro certame paulista a reservar vagas para quilombolas, ao lado das reservas já existentes para pessoas com deficiência, pretos e pardos e indígenas.

ListaVagas no 192º
Ampla concorrência143
Pretos e pardos55
Pessoas com deficiência11
Indígenas7
Quilombolas4
Total220

Fonte: edital de abertura do 192º Concurso.

Esta seção será atualizada quando o edital do 193º for publicado.

Quando sai o edital do 193º Concurso?

A expectativa é janeiro ou fevereiro de 2027. O raciocínio: o TJSP vem publicando o edital seguinte cerca de três meses depois do encerramento do certame anterior. O 191º terminou no início de julho de 2025, com a classificação final publicada no dia 3, e o edital do 192º saiu em 15 de setembro. Antes disso, o 190º se encerrou com as nomeações em junho de 2024 e o edital do 191º veio em agosto.

Os intervalos entre eventos, dentro de cada certame, também são estáveis:

Do edital à prova objetiva~3 meses
Da objetiva à fase escrita~3 meses
Da escrita ao resultado3 a 4 meses
Do último resultado ao início da oral~1 mês

No 192º, o intervalo entre objetiva e escrita foi maior por causa do recesso de fim de ano — a escrita foi para março de 2026. E os resultados vieram escalonados: a correção da discursiva saiu em 24 de abril de 2026, menos de dois meses depois da prova; a das sentenças, em 11 de junho, pouco mais de três meses após a aplicação.

Para quem começa agora: entre o edital do 193º e a prova objetiva haverá cerca de três meses. Não é tempo de aprender as matérias — é tempo de revisar. A preparação útil começa antes do edital.

Cronograma completo do 192º Concurso

Para quem quer dimensionar o calendário real de um certame do TJSP, do primeiro ao último ato:

EventoData
Publicação do edital de abertura15/09/2025
Período de inscrição preliminar16/09 a 15/10/2025
Solicitação de isenção da taxa16 e 17/09/2025
Limite para envio de documentos (pessoas com deficiência; vagas reservadas a pretos e pardos, indígenas e quilombolas; condições especiais; certificado do Enam)15/10/2025
Resultado das análises de documentação e do certificado do Enam28/10/2025
Lista de inscritos e convocação para a objetiva13/11/2025
Prova objetiva seletiva30/11/2025
Gabarito preliminar03/12/2025
Recursos contra o gabarito08 e 09/12/2025
Prova escrita discursiva01/03/2026
Prova escrita de sentença criminal01/03/2026
Prova escrita de sentença cível02/03/2026
Resultado da correção da discursiva24/04/2026
Resultado da correção das sentenças11/06/2026
Período de inscrição definitiva29/06 a 21/07/2026
Início da prova oral08/10/2026
(antecipado para 22/9/2026)

Fonte: edital de abertura e comunicados do TJSP. Datas de etapas futuras podem ser ajustadas pela Comissão — confirme sempre no edital de convocação.

A taxa de inscrição preliminar do 192º foi de R$ 340,83, com isenção prevista na Lei Estadual nº 12.782/2007 para estudantes de baixa renda.

Perguntas frequentes sobre o concurso da Magistratura de SP

Quando sai o edital do 193º Concurso da Magistratura de SP?

A expectativa é entre janeiro e fevereiro de 2027. O TJSP vem publicando o edital seguinte cerca de três meses após o encerramento do certame anterior.

Quem organiza o concurso da Magistratura de SP?

A Fundação Vunesp, sob a Comissão de Concurso do TJSP, composta por desembargadores. No 192º, a presidência coube ao desembargador Milton Paulo de Carvalho Filho.

Quanto ganha um juiz substituto do TJSP?

O subsídio inicial previsto no edital do 192º Concurso é de R$ 34.083,14.

Preciso do Enam para prestar o concurso da Magistratura de SP?

Sim. O certificado de habilitação no Exame Nacional da Magistratura, emitido pela Enfam, é exigido já na inscrição preliminar, com data-limite própria para envio e fase de recurso contra o indeferimento. As notas do Enam não substituem nenhuma etapa do concurso do TJSP.

Quantos candidatos passam da prova objetiva?

Cerca de 1.700 nos últimos certames: 1.796 no 190º, 1.602 no 191º e 1.743 no 192º. O corte pesado vem na segunda etapa, que reduz esse número a pouco mais de uma centena.

Quando preciso ter os três anos de atividade jurídica?

Até a data da inscrição definitiva, que ocorre depois das provas escritas — no 192º, entre 29 de junho e 21 de julho de 2026, nove meses após a inscrição preliminar.

Posso levar vade mecum para a prova escrita?

Sim, desde que a legislação esteja desacompanhada de anotação ou comentário. É vedada a consulta a doutrina, súmulas e orientação jurisprudencial.

Dá para recorrer da nota da prova oral?

Não. A nota atribuída na prova oral é irretratável em sede recursal.

Por onde começar a preparação

O peso das etapas diz onde investir: as duas provas escritas valem, juntas, mais que todas as outras somadas — e são elas que cortam mais de 90% de quem chega à segunda fase. Para aprofundar:


Sobre este guia. Redigido por André Estefam, promotor de Justiça e coordenador pedagógico do Foco Total, com base no edital de abertura do 192º Concurso, nos comunicados do TJSP e nas Resoluções do CNJ aplicáveis. Consulte sempre o site do TJSP para avisos e retificações. Publicado em TODO-DATA · Atualizado em 9 de setembro de 2026.

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Comentários (1)

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